OBS:Antes de tudo quero registrar que considero e respeito todas as formas de cultuar a DEUS, mas sou contra a junção de igrejas , veja o porque.... Ecumenismo é uma palavra que vem do termo grego oikoumene, seu significado é "mundo habitado" ou, ainda, "aquilo que pertence a este mundo". Trata-se de uma palavra usada mais no âmbito cristão. Às vezes é utilizada de maneira abrangente, sendo também empregada para denominar o diálogo entre todas as religiões, neste caso o nome apropriado seria diálogo inter-religioso ou apenas "diálogo religioso".
O Dicionário Aurélio define ecumenismo como movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa e protestante).
No Brasil existem vários organismos de natureza ecumênica. O mais importante parece ser o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) fundado em novembro de 1982, com sede em Brasília e cujo símbolo é um barco. Seus membros são: "Igreja Católica Apostólica romana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Metodista, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil".
Para o evangélico, a Bíblia é a única autoridade. Para o católico romano, nem tanto, porque este aceita outras fontes com força'autoritária igual ou superior à Bíblia.
Isso porque, para os católicos romanos, o papa é o supremo pastor e doutor de todos os fiéis.
Um outro ponto de forte desacordo está no culto a Maria, algo que o evangélico abomina. Principalmente agora, quando os católicos romanos colocam Maria como Estrela da Nova Evangelização.
O maior argumento do evangélico contra a proposta ecumênica da Igreja Católica Romana fundamenta-se em Amós 3.3: "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?"
As reflexões do profeta, nos primeiros versículos do capítulo 3, resumem a lógica das situações contraditórias. Hoje essas perguntas poderiam, do lado evangélico, ser as seguintes: é possível servir e adorar ao Senhor Jesus e a Maria, ao mesmo tempo? É possível seguir a Bíblia e as tradições católicas romanas sem ferir a soberania de Deus? É possível submeter-se à autoridade do papa e a do Senhor Jesus, como cabeças da Igreja? Se conseguirmos dizer "sim" a estas indagações, então podemos começar a pensar no ideal ecumênico.
Uma outra questão diz respeito ao "jugo desigual", quando o apóstolo Paulo pergunta:
"Que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?" (2 Co 6.14).
A mesma coisa acontecia na época de Jesus. Sua mensagem chocava-se com o formalismo religioso e as tradições da religião judaica. Seria possível sentar e negociar com os fariseus? Dava para Jesus conversar com Caifás e tentar um acordo? Por que o jovem rico não pôde seguir a Jesus? Porque os seguidores ocasionais de Jesus se dispersaram? Nestes casos, a separação era inevitável porque a dificuldade estava na natureza dos propósitos.
Jesus não orou pela unidade instituciona/, mas pela união espiritual. Quer que todos os crente sejam unidos em amor e graça, assim como Pai e o Filho são um. Deus deseja que o mundo veja manifestações dessa unidade.
Estariam, hoje, Pedro e Paulo orgulhosos da Igreja que fundaram? E quanto a Maria? Poderiam adorá-la, e aceitá-la como co-redentora na obra da salvação? Seria ela a "estrela" da sua estratégia de evangelização?
É melhor uma resistência ou rejeição com fundamentação bíblica do que uma aproximação falsa. A Bíblia Shedd (p. 1347) comenta: Não há neutralidade em assuntos religiosos. Quem. não serve a Cristo, está servindo ao diabo e curva-se ao seu jugo.
Não cremos que a divisão institucional da Igreja prejudique a essência do Evangelho de Jesus Cristo. O que prejudica e se constitui escândalo é o distanciamento das Escrituras Sagradas, distanciamento que produz as heresias e os dogmas que corroem a fé cristã. Jesus citava as Escrituras para autenticar a Sua mensagem, dizendo: "Errais não conhecendo as Escrituras" (Mt 22.29) e "Examinais as Escrituras" (Jo 5.39). O mesmo faziam Seus apóstolos nas suas pregações e cartas às igrejas da sua época.
O Senhor Jesus não aceitou nem minimizou as "divergências" como sendo. insignificantes, mas condenou-as explicitamente (Mt 23.1-3, 23-24,33). Ele recusou reconhecer os líderes religiosos como irmãos, embora também fossem judeus (Jo 8.42-44). Ele não aceitou a mistura de doutrinas (Lc 5.33-39; Mt 15.14; 16.6-12; GI 5.9-10). Ensinou que existem somente dois caminhos: o da salvação e o da perdição (Mt 7.13-14; Lc 13.24; Pv 16.25).
Veja abaixo algumas diferenças doutrinárias básicas que há entre as igrejas evangélicas e a católica romana:
- Fundamento:
Igreja Católica: São Pedro
- Cabeça:
Igreja Católica: Papa
- Mediador:
Igreja Evangélica: Jesus Cristo (1 Tm 2:5, Hb 9:5; 12:24)
Igreja Católica: Jesus, Maria e todos os santos - Salvação:
Igreja Evangélica: Pela graça por meio da fé (Rm 3:24; 5:2, Ef 2:8-9; Tt 2:11; 3:7)Igreja Católica: Graça, obras, indulgências, etc.
- Autoridade:
Igreja Evangélica: Bíblia Sagrada (Sl 1; Hb 4:16)Igreja Católica: Bíblia, Tradição, Magistério da Igreja
- Culto:
Igreja Evangélica: Segundo as Escrituras (1 Co 14:26, Ef 5:19) EspiritualIgreja Católica: Cerimonial
- Objeto de Culto:
Igreja Evangélica: Só a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) (Mt 4:10, Jd 25)Igreja Católica: Pai, Filho, Espírito Santo, Maria, hóstia, santos, imagens, relíquias
- Após a Morte:
Igreja Evangélica: Estar com Cristo (Fp 1:21-23, 2 Co 5:1-10)Igreja Católica: Fogo do Purgatório (Fp 1.21-23; 3.20; Hb 11.14-16)
obs: além do meu ponto de vista , pesquizei este assunto no estudo de ELOY MELONIO, A QUEM PARABENIZO"Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo" (Colossenses 2.8).



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